Querendo lhe encontrar...
Com pontos e traços rabisco,
Projeto o seu rosto.
Nos olhos, vestígios de desilusão.
Modelando os seus lábios
Encontro o sorriso
Pálido,
Insípido
E sem tom.
Não fique triste!
Você é capaz, é linda!
Tire da bolsa aquele batom
De cor... Não importa,
Dê um retoque e
REALCE.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Caça ao Tesouro
Se você procura o caminho,
Passeie.
Se você procura o afeto,
Ame.
Se você procura a resposta,
Pergunte.
Mas, se você procura um amigo,
Encontre-lhe primeiro
E achará um alguém
Para caminhar,
Amar,
Conversar
E procurar.
Passeie.
Se você procura o afeto,
Ame.
Se você procura a resposta,
Pergunte.
Mas, se você procura um amigo,
Encontre-lhe primeiro
E achará um alguém
Para caminhar,
Amar,
Conversar
E procurar.
Tradução de Você
No idioma do seu amor
Você se produz.
O seu brilho
Confunde-se com o luar
Que reflete projeções
Tragadas pelos néons personificados.
Você chama,
A sua voz
Dissipa-se com a brisa vadia
Que se refugia dos sibilos
De vendavias estéreis.
Você chora,
Suas lágrimas
São embebidas juntas ao orvalho
Pelos áridos chãos de nós.
Você se enfeita,
Você se encanta,
Você se engana.
Você precisa encontrar alguém
Que enxergue além de sua aparência
E fale a sua língua.
Você se produz.
O seu brilho
Confunde-se com o luar
Que reflete projeções
Tragadas pelos néons personificados.
Você chama,
A sua voz
Dissipa-se com a brisa vadia
Que se refugia dos sibilos
De vendavias estéreis.
Você chora,
Suas lágrimas
São embebidas juntas ao orvalho
Pelos áridos chãos de nós.
Você se enfeita,
Você se encanta,
Você se engana.
Você precisa encontrar alguém
Que enxergue além de sua aparência
E fale a sua língua.
Binário Ser
Exorcizemos velhas crenças...
Não sobreviveriam
Os nossos deuses,
Se não inventássemos
Os nossos demônios.
Como sublimarmos nos acertos
Sem termos nos permitidos errar?!
O Bem e o Mau
Estão germinados dentro de nós,
É da natureza do ser humano.
Equilibrando-nos e/ou
Desajustando-nos;
Nós os despertamos
Pelas nossas conveniências.
Não sobreviveriam
Os nossos deuses,
Se não inventássemos
Os nossos demônios.
Como sublimarmos nos acertos
Sem termos nos permitidos errar?!
O Bem e o Mau
Estão germinados dentro de nós,
É da natureza do ser humano.
Equilibrando-nos e/ou
Desajustando-nos;
Nós os despertamos
Pelas nossas conveniências.
sábado, 5 de julho de 2008
Segunda-feira
Passam apressadas, sem tempo.
Não se olham,
Não se falam
E nem se tocam;
Andam em linhas cruzadas sem vértice.
Cronômetros em seus passos
Numa pressa impermeável, chegar!
Café da manhã,
Trânsito,
Cartão de ponto,
Patrão,
Hora extra,
Comissão,
Assédio,
Vale transporte,
Greve,
Cliente,
Promoção,
Vale refeição,
Licença,
Salário família,
Final de semana,
Coação,
Aviso breve,
Demissão...
Estas e outras preocupações
São bombardeadas em nossas cabeças,
Todos, sem tempo para brincar de amor.
Somos herdeiros de uma casta de sobreviventes.
Não se olham,
Não se falam
E nem se tocam;
Andam em linhas cruzadas sem vértice.
Cronômetros em seus passos
Numa pressa impermeável, chegar!
Café da manhã,
Trânsito,
Cartão de ponto,
Patrão,
Hora extra,
Comissão,
Assédio,
Vale transporte,
Greve,
Cliente,
Promoção,
Vale refeição,
Licença,
Salário família,
Final de semana,
Coação,
Aviso breve,
Demissão...
Estas e outras preocupações
São bombardeadas em nossas cabeças,
Todos, sem tempo para brincar de amor.
Somos herdeiros de uma casta de sobreviventes.
quarta-feira, 5 de março de 2008
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Com você
Eu quero correr entre o vento de leste,
Eu quero procurar São Jorge na lua,
Eu quero andar sobre conchas desertas,
Eu quero recitar um verso de Fernando Pessoa.
Eu quero tanto!
Como eu quero.
Envolver-me em sua nudez mulher,
Juntos, encontrarmos os seus pontos A, G e Z.
Homogeneizar nossas anatomias,
Em comunhão gemermos em gozos.
Eu quero tanto!
Como eu quero.
Porém, você se faz indiferente,
Talvez, não faço o seu tipo, sei lá!
Esperando enclausuro o meu querer
Na perplexidade do meu silencioso olhar.
Eu quero correr entre o vento de leste,
Eu quero procurar São Jorge na lua,
Eu quero andar sobre conchas desertas,
Eu quero recitar um verso de Fernando Pessoa.
Eu quero tanto!
Como eu quero.
Envolver-me em sua nudez mulher,
Juntos, encontrarmos os seus pontos A, G e Z.
Homogeneizar nossas anatomias,
Em comunhão gemermos em gozos.
Eu quero tanto!
Como eu quero.
Porém, você se faz indiferente,
Talvez, não faço o seu tipo, sei lá!
Esperando enclausuro o meu querer
Na perplexidade do meu silencioso olhar.
domingo, 2 de março de 2008
Gênese
No início,
O Universo.
Depois,
O mundo.
Pouco a pouco
Um continente,
Um país,
Um estado,
Uma cidade,
Um bairro,
Uma avenida,
Um endreço,
Um quarto,
Uma cama
Um corpo.
Você...
O oculto mostrou-se,
A distância nos aproximou,
O conhecimento e a ignorância integraram-se.
Os nossos corações
Em linguagem indecifrável pela razão
Entrelaçam-se.
O Universo.
Depois,
O mundo.
Pouco a pouco
Um continente,
Um país,
Um estado,
Uma cidade,
Um bairro,
Uma avenida,
Um endreço,
Um quarto,
Uma cama
Um corpo.
Você...
O oculto mostrou-se,
A distância nos aproximou,
O conhecimento e a ignorância integraram-se.
Os nossos corações
Em linguagem indecifrável pela razão
Entrelaçam-se.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Fenômeno
Uma BRISA de carinho
Invalida preconceitos,
Aproxima a distância,
Silencia as armas,
Une os opostos,
Aquece o gelo.
Arrebenta corações!
Imagine você,
O que faria
Um carinhoso
F
U
R
A
C
Ã
O
Invalida preconceitos,
Aproxima a distância,
Silencia as armas,
Une os opostos,
Aquece o gelo.
Arrebenta corações!
Imagine você,
O que faria
Um carinhoso
F
U
R
A
C
Ã
O
Retrato Falado
Acenando a gestos cênicos
Ando por chãos dispersos.
Em meus passos procuro
Seguir por caminhos diversos.
Tu foges de mim...
Sigo tuas pegadas indagando daqui e dali.
Cabelos pretos e anelados,
Olhos graúdos e castanhos,
Pele bronzeada pelo sol matinal,
Lábios carnudos e traços suaves,
Bumbum sensual e cobiçado.
Tua colônia com cheiro de...
- Pôxa, já se faz tanto tempo!
Ando por chãos dispersos.
Em meus passos procuro
Seguir por caminhos diversos.
Tu foges de mim...
Sigo tuas pegadas indagando daqui e dali.
Cabelos pretos e anelados,
Olhos graúdos e castanhos,
Pele bronzeada pelo sol matinal,
Lábios carnudos e traços suaves,
Bumbum sensual e cobiçado.
Tua colônia com cheiro de...
- Pôxa, já se faz tanto tempo!
Código
Teus olhos me falam de coisas,
Coisas que me encantam,
Coisas que queria conhecer.
És tu...
Mulher mistério,
Mulher que exorcisa outros olhares,
Mulher que transborda os meus olhos com estrelas.
És tu...
Teu rebolado provoca turbilhões
E burila minhas pretensões.
Coisas que me encantam,
Coisas que queria conhecer.
És tu...
Mulher mistério,
Mulher que exorcisa outros olhares,
Mulher que transborda os meus olhos com estrelas.
És tu...
Teu rebolado provoca turbilhões
E burila minhas pretensões.
Ri(a)mando
Esse amor que chegou vestido de novo,
Envolveu o meu corpo em cetim lilás.
Ama-me voraz a luz de velas,
Cheiro de flor e coisas mais.
Essse amor que bebeu de minha poção-solidão,
Deita-me no chão, amor em desatino.
Meus desejos que anoiteceram assim sem querer,
Acordo com você me chamando de "meu felino".
Esse amor que chegou vadio em silêncio,
Não condena nem exauta o meu coração.
Reanima meu a libido de todas as formas,
Ah! Esse amor... Essa sacana paixão.
Envolveu o meu corpo em cetim lilás.
Ama-me voraz a luz de velas,
Cheiro de flor e coisas mais.
Essse amor que bebeu de minha poção-solidão,
Deita-me no chão, amor em desatino.
Meus desejos que anoiteceram assim sem querer,
Acordo com você me chamando de "meu felino".
Esse amor que chegou vadio em silêncio,
Não condena nem exauta o meu coração.
Reanima meu a libido de todas as formas,
Ah! Esse amor... Essa sacana paixão.
Hiato
Oi paixão!
Conhecer você foi gostoso demais,
Ter você é uma felicidade plena
E desconheço o fim.
Porém, a vida nos reserva
Chegadas e partidas.
Se um dia amanhecer
O sol assim meio pálido,
Você acordar de um sonho inacabado
E não me encontrar ao seu lado,
Não percebemos, mas algo mudou...
Em você
Ou
Em mim.
Conhecer você foi gostoso demais,
Ter você é uma felicidade plena
E desconheço o fim.
Porém, a vida nos reserva
Chegadas e partidas.
Se um dia amanhecer
O sol assim meio pálido,
Você acordar de um sonho inacabado
E não me encontrar ao seu lado,
Não percebemos, mas algo mudou...
Em você
Ou
Em mim.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Devaneio
Noturno, adormeço enlaçado
Às possibilidades que almejo.
Em sonhos sou refeito em coisas,
Coisas que tocam em você.
O seu shampoo,
Que umidece os seus cabelos
Em parceria a ducha aquecida,
Resvalando na tez desnuda
Entre zonas erógenas que lhe excitam.
A sua malha,
Colante em seu quadril
Rítmica aos sinuosos movimentos
Que despertam olhares cobiços.
O seu batom,
De tonalidade discreta
Aderente aos contornos dos seus lábios,
Que misturam em outra boca
Os beijos grifados em mim.
Um acinzentado brilho de sol boêmio,
Espião de vidraças permeáveis,
Deixa cair um feixe de luz
Sobre o meu travesseiro.
Às possibilidades que almejo.
Em sonhos sou refeito em coisas,
Coisas que tocam em você.
O seu shampoo,
Que umidece os seus cabelos
Em parceria a ducha aquecida,
Resvalando na tez desnuda
Entre zonas erógenas que lhe excitam.
A sua malha,
Colante em seu quadril
Rítmica aos sinuosos movimentos
Que despertam olhares cobiços.
O seu batom,
De tonalidade discreta
Aderente aos contornos dos seus lábios,
Que misturam em outra boca
Os beijos grifados em mim.
Um acinzentado brilho de sol boêmio,
Espião de vidraças permeáveis,
Deixa cair um feixe de luz
Sobre o meu travesseiro.
Reencarnação
Tu não me és estranha...
Esse teu olhar,
Esse teu hálito morno.
Em algum tempo,
Em algum lugar
Já nos admiramos,
Juntos sussurramos.
Esses teus dedos,
Esses teus passos.
Em algum pedaço,
Em algum espaço
Já nos tocamos,
Juntos caminhamos.
Tu foste o néctar,
Eu fui o colibri.
Tu foste a terra,
Eu fui o grão.
Tu foste a Maria,
Eu fui o João.
-" Também, não me és estranho".
Esse teu olhar,
Esse teu hálito morno.
Em algum tempo,
Em algum lugar
Já nos admiramos,
Juntos sussurramos.
Esses teus dedos,
Esses teus passos.
Em algum pedaço,
Em algum espaço
Já nos tocamos,
Juntos caminhamos.
Tu foste o néctar,
Eu fui o colibri.
Tu foste a terra,
Eu fui o grão.
Tu foste a Maria,
Eu fui o João.
-" Também, não me és estranho".
Dissimulada
A carne é carne
E a cede é insaciável.
Do cale-se
Transborda o insuportável.
Arei a terra,
Reguei o grão,
E vi nascer os frutos.
Colhi,
Cuidei,
Bebi,
Embriaguei a minha alma.
Sorri,
Vivi,
Amei,
Confinei as minhas carências,
Contei os meus segredos.
Agora,
A vejo viçosa
De raízes profundas,
Indiferente aos ventos
E astuciando as estações.
E a cede é insaciável.
Do cale-se
Transborda o insuportável.
Arei a terra,
Reguei o grão,
E vi nascer os frutos.
Colhi,
Cuidei,
Bebi,
Embriaguei a minha alma.
Sorri,
Vivi,
Amei,
Confinei as minhas carências,
Contei os meus segredos.
Agora,
A vejo viçosa
De raízes profundas,
Indiferente aos ventos
E astuciando as estações.
Brinquedo de Estimação
Brinque comigo...
Faça de mim
A sua peteca
Depenada,
Espancada,
Jogada.
Faça de mim
O seu boneco
De pano,
Roto,
Torto.
Mas se algum dia
Você se achar "crescida"
E não quiser mas brincar,
Não me deixe às traças
A se deteriorar pelos dias.
Faça de mim
O mais sem graça dos palhaços
E dê-me de presente a alguém
Que, sempre, a espera estará
Da ternura de um brinquedo qualquer.
Faça de mim
A sua peteca
Depenada,
Espancada,
Jogada.
Faça de mim
O seu boneco
De pano,
Roto,
Torto.
Mas se algum dia
Você se achar "crescida"
E não quiser mas brincar,
Não me deixe às traças
A se deteriorar pelos dias.
Faça de mim
O mais sem graça dos palhaços
E dê-me de presente a alguém
Que, sempre, a espera estará
Da ternura de um brinquedo qualquer.
Prelúdio
Dúvida,
Ansiedade,
Insegurança,
Timidez,
Vontade;
Precedem ao aconchego dos nossos corpos.
Em fisionomia cálida
Abrigam sentimentos puros, latentes.
Em teus lábios umedecidos, retoque batom, brilho,
Bebo o néctar metabolizando-se com paixão.
Em tua pele desnuda dedilho acordes curvilíneos;
Arrepios! Suor nem tanto frio, huuum!
Vamos tentar na vertical,
Se quiseres continuaremos na horizontal.
Brincamos nossas fantasias
E vivemos esse amor.
Ansiedade,
Insegurança,
Timidez,
Vontade;
Precedem ao aconchego dos nossos corpos.
Em fisionomia cálida
Abrigam sentimentos puros, latentes.
Em teus lábios umedecidos, retoque batom, brilho,
Bebo o néctar metabolizando-se com paixão.
Em tua pele desnuda dedilho acordes curvilíneos;
Arrepios! Suor nem tanto frio, huuum!
Vamos tentar na vertical,
Se quiseres continuaremos na horizontal.
Brincamos nossas fantasias
E vivemos esse amor.
Perfil
Quando estamos juntos, que bom.
Melhor seria se não houvesse partidas,
Entendo, é hora de ir... Eu sei, é por ele.
Bate a saudade, muita saudade,
Só saudade, não é tristeza.
Você também quer ficar.
O tempo dilui-se em nosso exílio.
Juntos, os toques, os olhares,
Palavras intercaladas por respirações ofegantes
E desejos de um dia sem idas.
Hei!
Se a encontrar por aí
Diga-lhe que estou...
Melhor, não diga nada,
Fale apenas que me viu passar.
Melhor seria se não houvesse partidas,
Entendo, é hora de ir... Eu sei, é por ele.
Bate a saudade, muita saudade,
Só saudade, não é tristeza.
Você também quer ficar.
O tempo dilui-se em nosso exílio.
Juntos, os toques, os olhares,
Palavras intercaladas por respirações ofegantes
E desejos de um dia sem idas.
Hei!
Se a encontrar por aí
Diga-lhe que estou...
Melhor, não diga nada,
Fale apenas que me viu passar.
Eloqüência
Se te amo
É porque sinto,vivo, morro
Por este amor.
Amo-te
Em todos os instantes,
Por todas as noites,
Por todos os dias;
Todos e sempre.
É grande, imensuravelmente forte.
Amor que fortalece o nosso laço,
Amor que desperta num ímpeto o perdão,
Amor que ativa a libido,
Amor que perturba olhares cobiços,
Amor, eloqüentemente nosso amor.
É porque sinto,vivo, morro
Por este amor.
Amo-te
Em todos os instantes,
Por todas as noites,
Por todos os dias;
Todos e sempre.
É grande, imensuravelmente forte.
Amor que fortalece o nosso laço,
Amor que desperta num ímpeto o perdão,
Amor que ativa a libido,
Amor que perturba olhares cobiços,
Amor, eloqüentemente nosso amor.
Restos
Não sobrou nada,
Mas lhe dou os fragmentos
Que ficaram para mim.
Lambi os pratos,
Catei migalhas falhas,
Mas, se estiver com fome
Guardei um pouco para você.
Dormitei em chão
Ao relento vento,
Quando você chegar
Tem uma cama para descansar.
Por você,
Reivindiquei os meus direitos,
Os implorei em vão...
Ainda, tiraram-me tudo:
Migalhas,
Relento,
Chão.
Mas lhe dou os fragmentos
Que ficaram para mim.
Lambi os pratos,
Catei migalhas falhas,
Mas, se estiver com fome
Guardei um pouco para você.
Dormitei em chão
Ao relento vento,
Quando você chegar
Tem uma cama para descansar.
Por você,
Reivindiquei os meus direitos,
Os implorei em vão...
Ainda, tiraram-me tudo:
Migalhas,
Relento,
Chão.
Refúgio de Menina
Mulher acanhada
Pés descalços na terra
E cabelos esvoaçados ao vento.
Trepa o muro,
Joga pedrinhas,
Salta amarelhinha.
Mulher acanhada,
Abre esse seu coração pulsante
Aos sentimentos deste amante.
Esses seus lábios amorangados
Nem murmuram um olá desajeitado.
Mulher acanhada,
Não me insulta,
Nem sorri,
Esconde no rosto rubro
Toda vergonha de mim.
Mulher acanhada,
Teima em não querer o amor
Que faz morada em meu olhar,
Pois, as meninas dos meus olhos
Enfeitam-se quando lhe vejo passar.
Mulher acanhada,
De timidez complexada,
Deixe-me habitar o seu mundo
A encorajar-lhe em seus medos,
Fazendo-lhe ser amada.
Pés descalços na terra
E cabelos esvoaçados ao vento.
Trepa o muro,
Joga pedrinhas,
Salta amarelhinha.
Mulher acanhada,
Abre esse seu coração pulsante
Aos sentimentos deste amante.
Esses seus lábios amorangados
Nem murmuram um olá desajeitado.
Mulher acanhada,
Não me insulta,
Nem sorri,
Esconde no rosto rubro
Toda vergonha de mim.
Mulher acanhada,
Teima em não querer o amor
Que faz morada em meu olhar,
Pois, as meninas dos meus olhos
Enfeitam-se quando lhe vejo passar.
Mulher acanhada,
De timidez complexada,
Deixe-me habitar o seu mundo
A encorajar-lhe em seus medos,
Fazendo-lhe ser amada.
Refazendo
Eu quero,
Você também.
Então,
Por quê esta cara feia?
Emburrada, faz biquinho, diz "não".
Oi, pare com isso vá!
Não ofusque as chamas desse tesão.
Por favor! Assim podemos frustrar possibilidades
E despertar a separação.
Mesmo fazendo charme, venha.
Chegue mais perto,
Olhe, uma estrela cadente!
Faça um pedido...
Você também.
Então,
Por quê esta cara feia?
Emburrada, faz biquinho, diz "não".
Oi, pare com isso vá!
Não ofusque as chamas desse tesão.
Por favor! Assim podemos frustrar possibilidades
E despertar a separação.
Mesmo fazendo charme, venha.
Chegue mais perto,
Olhe, uma estrela cadente!
Faça um pedido...
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Êxtase
Silhuetas
Em paredes caiadas.
Brincadeira de laço
Que traço,
Que faço.
Nos buscamos...
É um amor sem compasso
Enchendo todo espaço.
Murmúrios de carícias.
Chega o cansaço,
Adormecemos em abraços.
Em paredes caiadas.
Brincadeira de laço
Que traço,
Que faço.
Nos buscamos...
É um amor sem compasso
Enchendo todo espaço.
Murmúrios de carícias.
Chega o cansaço,
Adormecemos em abraços.
Façanhas da Paixão
Faço-me cleptomaníaco
Ao roubar as estrelas.
Agarro-me a calda de um cometa
E vou a saturno buscar um anel para lhe dar.
Sou cria do Big Bem,
Sou descendente de Adão.
Por você,
Afano todas as galáxias.
Por você,
Castro-me do senso de lógica,
Submeto-me ao jugo da incoerência.
Sou "Deus".
Ao roubar as estrelas.
Agarro-me a calda de um cometa
E vou a saturno buscar um anel para lhe dar.
Sou cria do Big Bem,
Sou descendente de Adão.
Por você,
Afano todas as galáxias.
Por você,
Castro-me do senso de lógica,
Submeto-me ao jugo da incoerência.
Sou "Deus".
Ciumeira
Incrusta-se
Em sentimentos fel.
Estrepes,
Ásperos,
Pontiagudos.
Furam os meus dedos
Ao rejeitar o agrado meu.
Flores bem vestidas,
Metidas em cores diversas
Jogam entre si orvalho perfumado.
Psiu! Vem brincar, vem!
Botões eretos,
Abra pra mim suas pétalas cor rosada.
Esta noite velaremos o nosso sono
E amanhã a manhã será de sol.
Em sentimentos fel.
Estrepes,
Ásperos,
Pontiagudos.
Furam os meus dedos
Ao rejeitar o agrado meu.
Flores bem vestidas,
Metidas em cores diversas
Jogam entre si orvalho perfumado.
Psiu! Vem brincar, vem!
Botões eretos,
Abra pra mim suas pétalas cor rosada.
Esta noite velaremos o nosso sono
E amanhã a manhã será de sol.
Cotidiano
Eu passo,
Tu passas.
Tu vens,
Eu vou.
Eu venho,
Tu vais.
Indiferentes
Trocamos as nossas fragrâncias...
Tu passas.
Tu vens,
Eu vou.
Eu venho,
Tu vais.
Indiferentes
Trocamos as nossas fragrâncias...
Cidadão de Aluguel
Despoje da minha nudez
Todo prazer que procura.
Use-me,
Não me poupe;
Extravase os seus desejos.
Mate a sua fome,
Sacie esta cede.
Caso queira algo mais,
Abuse;
Destile a última gota.
Sou um agente de produção,
Sou mercadoria de uma breve transação.
Ouse,
Encontre em meus meios
A justificativa para os seus fins.
Todo prazer que procura.
Use-me,
Não me poupe;
Extravase os seus desejos.
Mate a sua fome,
Sacie esta cede.
Caso queira algo mais,
Abuse;
Destile a última gota.
Sou um agente de produção,
Sou mercadoria de uma breve transação.
Ouse,
Encontre em meus meios
A justificativa para os seus fins.
Travessia
Essa dor que passou,
Passagem via coração.
Na partida,
Acenou com tanta intimidade,
A insinuar-se, que a sua ausência
Deixaria-me com saudade.
Essa dor que passou,
Fez moradia temporária em mim.
Quem me dera fosse dor fingida,
Pois, aqui dentro essa dor doeu dolorida
Ao fazer travessia em meu peito.
Passagem via coração.
Na partida,
Acenou com tanta intimidade,
A insinuar-se, que a sua ausência
Deixaria-me com saudade.
Essa dor que passou,
Fez moradia temporária em mim.
Quem me dera fosse dor fingida,
Pois, aqui dentro essa dor doeu dolorida
Ao fazer travessia em meu peito.
Cena de Bar
Você chegou,
Dizendo querer ficar.
Bebericou em meu copo,
Exalou o seu perfume,
Acariciou a minha sexualidade
E desnudou segundas intenções.
Tomou mais um gole,
Um discreto piscar de olho
E...
- Garçom, mais um chope, por favor!
Dizendo querer ficar.
Bebericou em meu copo,
Exalou o seu perfume,
Acariciou a minha sexualidade
E desnudou segundas intenções.
Tomou mais um gole,
Um discreto piscar de olho
E...
- Garçom, mais um chope, por favor!
Encontro
Todo sorrateiro
E meio ligeiro.
Todo colorido
E meio bandido.
Todo inocente
E meio indecente.
Envolveu-me por inteiro
Em todas as proporções,
Deixando-me no mundo da lua,
O corpo exposto,
A alma nua.
Arrancou-me cadenciados gemidos
Vociferendo ousadas carícias aos meus ouvidos.
Libertou-me às amarras das ilusões,
Infligiu leis no tempo
Invalidadando caducas paixões.
Amamos.
E meio ligeiro.
Todo colorido
E meio bandido.
Todo inocente
E meio indecente.
Envolveu-me por inteiro
Em todas as proporções,
Deixando-me no mundo da lua,
O corpo exposto,
A alma nua.
Arrancou-me cadenciados gemidos
Vociferendo ousadas carícias aos meus ouvidos.
Libertou-me às amarras das ilusões,
Infligiu leis no tempo
Invalidadando caducas paixões.
Amamos.
Gestação
Guio-me em suas direções,
Esquivam-se, acenam e fogem.
Sentido em vão,
Não acolhem os meus motivos;
Enganado me desativo.
Querendo eu quero me viver,
Poder certas leis,
Criar o meu próprio útero,
Selecionar os meus gens
E fazer a minha vez.
Primíparo, eu quero nascer de mim,
Sem data,
Sem cor,
Sem sobrenome,
Sem pátria,
Sem bisturi.
Eu quero escancarar as minhas veias
E sentir o gozo do circular do oxigênio,
Provar o sabor do que foi me negado
E encontrar assim, a rezão de ser.
Esquivam-se, acenam e fogem.
Sentido em vão,
Não acolhem os meus motivos;
Enganado me desativo.
Querendo eu quero me viver,
Poder certas leis,
Criar o meu próprio útero,
Selecionar os meus gens
E fazer a minha vez.
Primíparo, eu quero nascer de mim,
Sem data,
Sem cor,
Sem sobrenome,
Sem pátria,
Sem bisturi.
Eu quero escancarar as minhas veias
E sentir o gozo do circular do oxigênio,
Provar o sabor do que foi me negado
E encontrar assim, a rezão de ser.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Transfusão Social
Mulher no homem,
Empregado no patrão,
Ladrão no policial,
Preto no branco,
Prostituta na madama,
Ignorante no intelectual,
Homossexual no machão,
Protestante no católico,
Raquítico no alterofilista,
Paciente no médico,
Povo no governo,
Sangue no sangue.
Sangue do mesmo sangue.
Do meu sangue,
Do teu sangue,
Do Seu sangue.
- Eu não entendo o porquê de tanto preconceito!
Se o final de todos é único no único...
Pó.
Empregado no patrão,
Ladrão no policial,
Preto no branco,
Prostituta na madama,
Ignorante no intelectual,
Homossexual no machão,
Protestante no católico,
Raquítico no alterofilista,
Paciente no médico,
Povo no governo,
Sangue no sangue.
Sangue do mesmo sangue.
Do meu sangue,
Do teu sangue,
Do Seu sangue.
- Eu não entendo o porquê de tanto preconceito!
Se o final de todos é único no único...
Pó.
Congênita
À noite
É de lua cheia.
Criatura onírica,
Cidadão do agora,
Apóstata do mundo;
Mundo brinquedo,
Mundo cristal.
Somos partículas
De perversidade congênita,
E de ti não temos piedade.
És lúcido,
Quando indiferente aos padrões
Que concebemos normais.
Nos taxamos de equilibrados,
E tantas vezes nos flagamos neuróticos
Vagando pela razão deste mundo insano.
Malucos, pervertidos, esquisofrênicos...
Todos andando por aí vestindo as nossas camisas-de-força,
Exilando em suas vidas as desculpas dos doentes
Que não admitimos ser.
É de lua cheia.
Criatura onírica,
Cidadão do agora,
Apóstata do mundo;
Mundo brinquedo,
Mundo cristal.
Somos partículas
De perversidade congênita,
E de ti não temos piedade.
És lúcido,
Quando indiferente aos padrões
Que concebemos normais.
Nos taxamos de equilibrados,
E tantas vezes nos flagamos neuróticos
Vagando pela razão deste mundo insano.
Malucos, pervertidos, esquisofrênicos...
Todos andando por aí vestindo as nossas camisas-de-força,
Exilando em suas vidas as desculpas dos doentes
Que não admitimos ser.
O Prometido
Ensinaram-me
Que Você morava no céu.
Idiota!
Eu cansei de ficar com a cara pra cima.
Procurei até na boca da onça.
Induziram-me
A buscá-Lo em templos Protestantes,
Esperei, esperei...
Neles eu só encontrei a Sua cruz servindo de cabide
Para cetros, cartolas e casacos de vison.
-Você anda sumido hém!
Que Você morava no céu.
Idiota!
Eu cansei de ficar com a cara pra cima.
Procurei até na boca da onça.
Induziram-me
A buscá-Lo em templos Protestantes,
Esperei, esperei...
Neles eu só encontrei a Sua cruz servindo de cabide
Para cetros, cartolas e casacos de vison.
-Você anda sumido hém!
Escola de Babel
Em costas caladas
São os deveres entalhados
E os direitos riscados a giz.
Em rostos cansados
Desenham o desânimo,
Nos ombros capengas
Pesa o tradicional quadro negro sem verniz.
A todos os instantes
Ouvimos o silêncio gritante
Que faz da Educação e Cultura
Manipuladoras mordaças a emudecer o país.
Eles, os pedagogos do legislativo,
Ao repartir o bolo, tiram para si as fatias confeitadas
E a para nós ínfimos pedaços sem glacê.
Copiam em nossas vidas
A implacável ignorância matriz.
São os deveres entalhados
E os direitos riscados a giz.
Em rostos cansados
Desenham o desânimo,
Nos ombros capengas
Pesa o tradicional quadro negro sem verniz.
A todos os instantes
Ouvimos o silêncio gritante
Que faz da Educação e Cultura
Manipuladoras mordaças a emudecer o país.
Eles, os pedagogos do legislativo,
Ao repartir o bolo, tiram para si as fatias confeitadas
E a para nós ínfimos pedaços sem glacê.
Copiam em nossas vidas
A implacável ignorância matriz.
Nossas Cores
O cotidiano de Escândalos são outdoors a todos os olhares;
Um michelangelo retratando uma sociedade em caos.
A parcela maior, inssistenta na esperança de um país melhor,
Obstiná-se a uma condição-sobrevivência,
A qual, os opulentos pisam nas cabeças dos menos favorecidos
Sem o menor senso de coleguismo de raça.
Os que sobrevivem a esses massacres, quando se fazem noturnos,
Adormecem sobre as notícias do Jornal do Brasil, A Tarde, O Globo, Folha de São Paulo...
Contribuições tênues para justificar as constantes frustrações
E no dia seguinte elevar o Ibope com repetidas manchetes.
Uma minoria, a outra extremidade social,
Compra cães inteligentes e homens adestrados,
Modernos dispositivos de segurança,
Muram e gradeiam suas mansões enjaulando os indefesos do lado de fora.
Os vilões das mudanças não estão no Planalto,
Mas sim, em nossa "discreta indiferença" diante de uma realidade
Pintada com cores Verde, Amarela, Azul e Branca,
Realçando "ORDEM E PROGRESSO".
Um michelangelo retratando uma sociedade em caos.
A parcela maior, inssistenta na esperança de um país melhor,
Obstiná-se a uma condição-sobrevivência,
A qual, os opulentos pisam nas cabeças dos menos favorecidos
Sem o menor senso de coleguismo de raça.
Os que sobrevivem a esses massacres, quando se fazem noturnos,
Adormecem sobre as notícias do Jornal do Brasil, A Tarde, O Globo, Folha de São Paulo...
Contribuições tênues para justificar as constantes frustrações
E no dia seguinte elevar o Ibope com repetidas manchetes.
Uma minoria, a outra extremidade social,
Compra cães inteligentes e homens adestrados,
Modernos dispositivos de segurança,
Muram e gradeiam suas mansões enjaulando os indefesos do lado de fora.
Os vilões das mudanças não estão no Planalto,
Mas sim, em nossa "discreta indiferença" diante de uma realidade
Pintada com cores Verde, Amarela, Azul e Branca,
Realçando "ORDEM E PROGRESSO".
Ideologia
Ritmo acelerado,
Início do fim,
Término do que não começou.
Dedo no botão,
Botão no dedo.
Criador e o avanço tecnológico,
A mecânica e o orgânico.
Indicador no vermelho,
Vermelho sob a suposta pressão do indicador...
Cenas pirotécnicas,
Para nos impressionar.
Fogo riscando o céu,
Querem nos intimidar.
Provocam hemorragias,
Imbecis!
Mutilam crianças...
Otários!
Ainda tiram sarro da nossa cara,
Dando de agrado
Próteses para os membros mutilados,
A exibir tecnologia de ponta do primeiro mundo.
Início do fim,
Término do que não começou.
Dedo no botão,
Botão no dedo.
Criador e o avanço tecnológico,
A mecânica e o orgânico.
Indicador no vermelho,
Vermelho sob a suposta pressão do indicador...
Cenas pirotécnicas,
Para nos impressionar.
Fogo riscando o céu,
Querem nos intimidar.
Provocam hemorragias,
Imbecis!
Mutilam crianças...
Otários!
Ainda tiram sarro da nossa cara,
Dando de agrado
Próteses para os membros mutilados,
A exibir tecnologia de ponta do primeiro mundo.
Efeito Bumerangue
Grito na noite,
Eu sozinho em escuridão.
Grito de longe,
Grito de perto;
Não escutam.
Fingem-se
Distraídos,
Indiferentes,
Preguiçosos,
Surdos.
Não sei!
Recolho o meu grito retornado,
Cabisbaixo, decepcionado, desencontrado, silêncioso...
- Como podemos erguer a nossa voz
confiantes na justiça em nosso país,
se ninguém nos ouve?!
Eu sozinho em escuridão.
Grito de longe,
Grito de perto;
Não escutam.
Fingem-se
Distraídos,
Indiferentes,
Preguiçosos,
Surdos.
Não sei!
Recolho o meu grito retornado,
Cabisbaixo, decepcionado, desencontrado, silêncioso...
- Como podemos erguer a nossa voz
confiantes na justiça em nosso país,
se ninguém nos ouve?!
Estado de Sítio
Somos animais e nos inventam
Racionais,
Civilização,
Sociais,
Humanidade.
Não podemos dizer isso,
Nem devemos ouvir aquilo.
Com leis e astúcias
Manejam o povo em cabresto.
Temos que manter as nossas vontades
Retidas em conta-gotas.
Temos que andar sempre na linha
dos trens da alegria que nos atropelam,
Dos remendos rasgados que nos costuram,
Dos anzóis enferrujados que nos iscam
E dos documentos com traças que nos coagem a assinar.
Somos meros animais, objetos, humanos,
Cíclicos, nascendo-parindo-morrendo,
Fiéis semeadores da espécie.
Racionais,
Civilização,
Sociais,
Humanidade.
Não podemos dizer isso,
Nem devemos ouvir aquilo.
Com leis e astúcias
Manejam o povo em cabresto.
Temos que manter as nossas vontades
Retidas em conta-gotas.
Temos que andar sempre na linha
dos trens da alegria que nos atropelam,
Dos remendos rasgados que nos costuram,
Dos anzóis enferrujados que nos iscam
E dos documentos com traças que nos coagem a assinar.
Somos meros animais, objetos, humanos,
Cíclicos, nascendo-parindo-morrendo,
Fiéis semeadores da espécie.
Vidas Pontuadas
Parar
Ou Continuar
Eu não sei
Se esses planos
Friamente programados
Estão lapidando os nossos direitos
Ou
Simplesmente embrutecendo
A nossa realidade
Se pararmos
Adotaremos reticências
Se continuarmos
Encontraremos interrogações
Na incerteza
Ficamos entre aspas
Surpreendidos e bestificados
Com as exclamações
Ou Continuar
Eu não sei
Se esses planos
Friamente programados
Estão lapidando os nossos direitos
Ou
Simplesmente embrutecendo
A nossa realidade
Se pararmos
Adotaremos reticências
Se continuarmos
Encontraremos interrogações
Na incerteza
Ficamos entre aspas
Surpreendidos e bestificados
Com as exclamações
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Manifesto
Tropeçamos,
Tentamos disfarçar,
Mas é impossível evitar.
Cópias em séries agonizantes,
Impotências pálidas e discriminadas.
Vemos
As cicatrizes da desgraça
Marcadas a ferro em brasa,
Nas caras sujas esqueléticas e sem graça.
Ouvimos
Em seus gemidos oprimidos
Os sussurros da miséria
A enamorar o relismo.
Tocamos
Em seus punhos argolados
E testemunhamos o veredicto do separativismo.
Grito!
Desmacarem esses disfarces,
Arranquem essas alegorias burguesas
E ergamos um Estado coerente.
Tentamos disfarçar,
Mas é impossível evitar.
Cópias em séries agonizantes,
Impotências pálidas e discriminadas.
Vemos
As cicatrizes da desgraça
Marcadas a ferro em brasa,
Nas caras sujas esqueléticas e sem graça.
Ouvimos
Em seus gemidos oprimidos
Os sussurros da miséria
A enamorar o relismo.
Tocamos
Em seus punhos argolados
E testemunhamos o veredicto do separativismo.
Grito!
Desmacarem esses disfarces,
Arranquem essas alegorias burguesas
E ergamos um Estado coerente.
Denúncia
Nossa!
Está tudo cagado.
Fede aqui,
Fede acolá;
As nossas narinas, help!
Já não aguentamos de tanto cheirar.
Fede a política:
Nepotismo,
Corrupção,
Impunidade,
Cinismo.
Fede a religião:
Terrorismo,
Pedofilia,
Hipocrisia,
Fanatismo.
Fede o esporte:
Violência,
Anabolizante,
Barganha,
Mercenarismo.
Fede o povo:
Fome,
Desemprego,
Inadimplência,
Analfabetismo.
O país é uma fossa,
A nossa vida já não é nossa.
Boiamos em águas infectadas,
Somos merdas das Coisas Nossas.
Está tudo cagado.
Fede aqui,
Fede acolá;
As nossas narinas, help!
Já não aguentamos de tanto cheirar.
Fede a política:
Nepotismo,
Corrupção,
Impunidade,
Cinismo.
Fede a religião:
Terrorismo,
Pedofilia,
Hipocrisia,
Fanatismo.
Fede o esporte:
Violência,
Anabolizante,
Barganha,
Mercenarismo.
Fede o povo:
Fome,
Desemprego,
Inadimplência,
Analfabetismo.
O país é uma fossa,
A nossa vida já não é nossa.
Boiamos em águas infectadas,
Somos merdas das Coisas Nossas.
Confissão
Pai,
Excomungam-me
E acusam-me de blasfêmia.
Em minhas crenças
Não admiro as imagens
Modeladas por eles.
Pai,
Queimam-me
E afogam-me
Com práticas de inquisições psicológicas.
O meu sim
Vaga na ironia de suas conveniências.
O meu não
Enfurece legiões de deturpadores.
Excomungam-me
E acusam-me de blasfêmia.
Em minhas crenças
Não admiro as imagens
Modeladas por eles.
Pai,
Queimam-me
E afogam-me
Com práticas de inquisições psicológicas.
O meu sim
Vaga na ironia de suas conveniências.
O meu não
Enfurece legiões de deturpadores.
A Omissão de Moisés
Anexo
Ao Quinto Mandamento.
O Homem
Deve ser isento
De qualquer culpa
Frente aos tribunais
Dos "irracionais".
Desde que,
Ao matar
O seu colega de raça,
A carne da vítima
Seja complemento
Do arroz com feijão.
- Matarás.
Ao Quinto Mandamento.
O Homem
Deve ser isento
De qualquer culpa
Frente aos tribunais
Dos "irracionais".
Desde que,
Ao matar
O seu colega de raça,
A carne da vítima
Seja complemento
Do arroz com feijão.
- Matarás.
A Primogênita
Era o sexto dia...
O sol espreguiçava-se em seu aquecido leito
E matizava o prelúdio dos florais da primavera.
Deus,
Em momento de plena sabedoria
Criou a mulher.
Ele, preocupado em alimentá-la,
De sua costela
Fez o peixe.
Ele, ainda preocupado em divertí-la,
De uma espinha
Improvisou o homem.
- Eu, incondicionalmente, encantado com a perfeição da natureza
amo a mulher,
amo comer moqueca de peixe.
O sol espreguiçava-se em seu aquecido leito
E matizava o prelúdio dos florais da primavera.
Deus,
Em momento de plena sabedoria
Criou a mulher.
Ele, preocupado em alimentá-la,
De sua costela
Fez o peixe.
Ele, ainda preocupado em divertí-la,
De uma espinha
Improvisou o homem.
- Eu, incondicionalmente, encantado com a perfeição da natureza
amo a mulher,
amo comer moqueca de peixe.
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