quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Fenômeno

Uma BRISA de carinho
Invalida preconceitos,
Aproxima a distância,
Silencia as armas,
Une os opostos,
Aquece o gelo.

Arrebenta corações!

Imagine você,
O que faria
Um carinhoso
F
U
R
A
C
Ã
O

Retrato Falado

Acenando a gestos cênicos
Ando por chãos dispersos.
Em meus passos procuro
Seguir por caminhos diversos.

Tu foges de mim...
Sigo tuas pegadas indagando daqui e dali.

Cabelos pretos e anelados,
Olhos graúdos e castanhos,
Pele bronzeada pelo sol matinal,
Lábios carnudos e traços suaves,
Bumbum sensual e cobiçado.

Tua colônia com cheiro de...
- Pôxa, já se faz tanto tempo!

Código

Teus olhos me falam de coisas,
Coisas que me encantam,
Coisas que queria conhecer.

És tu...
Mulher mistério,
Mulher que exorcisa outros olhares,
Mulher que transborda os meus olhos com estrelas.

És tu...
Teu rebolado provoca turbilhões
E burila minhas pretensões.

Ri(a)mando

Esse amor que chegou vestido de novo,
Envolveu o meu corpo em cetim lilás.
Ama-me voraz a luz de velas,
Cheiro de flor e coisas mais.

Essse amor que bebeu de minha poção-solidão,
Deita-me no chão, amor em desatino.
Meus desejos que anoiteceram assim sem querer,
Acordo com você me chamando de "meu felino".

Esse amor que chegou vadio em silêncio,
Não condena nem exauta o meu coração.
Reanima meu a libido de todas as formas,
Ah! Esse amor... Essa sacana paixão.

Hiato

Oi paixão!
Conhecer você foi gostoso demais,
Ter você é uma felicidade plena
E desconheço o fim.

Porém, a vida nos reserva
Chegadas e partidas.

Se um dia amanhecer
O sol assim meio pálido,
Você acordar de um sonho inacabado
E não me encontrar ao seu lado,
Não percebemos, mas algo mudou...
Em você
Ou
Em mim.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Devaneio

Noturno, adormeço enlaçado
Às possibilidades que almejo.
Em sonhos sou refeito em coisas,
Coisas que tocam em você.

O seu shampoo,
Que umidece os seus cabelos
Em parceria a ducha aquecida,
Resvalando na tez desnuda
Entre zonas erógenas que lhe excitam.

A sua malha,
Colante em seu quadril
Rítmica aos sinuosos movimentos
Que despertam olhares cobiços.

O seu batom,
De tonalidade discreta
Aderente aos contornos dos seus lábios,
Que misturam em outra boca
Os beijos grifados em mim.

Um acinzentado brilho de sol boêmio,
Espião de vidraças permeáveis,
Deixa cair um feixe de luz
Sobre o meu travesseiro.

Reencarnação

Tu não me és estranha...

Esse teu olhar,
Esse teu hálito morno.
Em algum tempo,
Em algum lugar
Já nos admiramos,
Juntos sussurramos.

Esses teus dedos,
Esses teus passos.
Em algum pedaço,
Em algum espaço
Já nos tocamos,
Juntos caminhamos.

Tu foste o néctar,
Eu fui o colibri.
Tu foste a terra,
Eu fui o grão.
Tu foste a Maria,
Eu fui o João.

-" Também, não me és estranho".

Dissimulada

A carne é carne
E a cede é insaciável.
Do cale-se
Transborda o insuportável.

Arei a terra,
Reguei o grão,
E vi nascer os frutos.

Colhi,
Cuidei,
Bebi,
Embriaguei a minha alma.

Sorri,
Vivi,
Amei,
Confinei as minhas carências,
Contei os meus segredos.

Agora,
A vejo viçosa
De raízes profundas,
Indiferente aos ventos
E astuciando as estações.

Brinquedo de Estimação

Brinque comigo...

Faça de mim
A sua peteca
Depenada,
Espancada,
Jogada.

Faça de mim
O seu boneco
De pano,
Roto,
Torto.

Mas se algum dia
Você se achar "crescida"
E não quiser mas brincar,
Não me deixe às traças
A se deteriorar pelos dias.

Faça de mim
O mais sem graça dos palhaços
E dê-me de presente a alguém
Que, sempre, a espera estará
Da ternura de um brinquedo qualquer.

Prelúdio

Dúvida,
Ansiedade,
Insegurança,
Timidez,
Vontade;
Precedem ao aconchego dos nossos corpos.

Em fisionomia cálida
Abrigam sentimentos puros, latentes.
Em teus lábios umedecidos, retoque batom, brilho,
Bebo o néctar metabolizando-se com paixão.

Em tua pele desnuda dedilho acordes curvilíneos;
Arrepios! Suor nem tanto frio, huuum!
Vamos tentar na vertical,
Se quiseres continuaremos na horizontal.
Brincamos nossas fantasias
E vivemos esse amor.

Perfil

Quando estamos juntos, que bom.
Melhor seria se não houvesse partidas,
Entendo, é hora de ir... Eu sei, é por ele.

Bate a saudade, muita saudade,
Só saudade, não é tristeza.
Você também quer ficar.

O tempo dilui-se em nosso exílio.
Juntos, os toques, os olhares,
Palavras intercaladas por respirações ofegantes
E desejos de um dia sem idas.

Hei!
Se a encontrar por aí
Diga-lhe que estou...
Melhor, não diga nada,
Fale apenas que me viu passar.

Eloqüência

Se te amo
É porque sinto,vivo, morro
Por este amor.

Amo-te
Em todos os instantes,
Por todas as noites,
Por todos os dias;
Todos e sempre.

É grande, imensuravelmente forte.
Amor que fortalece o nosso laço,
Amor que desperta num ímpeto o perdão,
Amor que ativa a libido,
Amor que perturba olhares cobiços,
Amor, eloqüentemente nosso amor.

Restos

Não sobrou nada,
Mas lhe dou os fragmentos
Que ficaram para mim.

Lambi os pratos,
Catei migalhas falhas,
Mas, se estiver com fome
Guardei um pouco para você.

Dormitei em chão
Ao relento vento,
Quando você chegar
Tem uma cama para descansar.

Por você,
Reivindiquei os meus direitos,
Os implorei em vão...
Ainda, tiraram-me tudo:
Migalhas,
Relento,
Chão.

Refúgio de Menina

Mulher acanhada
Pés descalços na terra
E cabelos esvoaçados ao vento.
Trepa o muro,
Joga pedrinhas,
Salta amarelhinha.

Mulher acanhada,
Abre esse seu coração pulsante
Aos sentimentos deste amante.
Esses seus lábios amorangados
Nem murmuram um olá desajeitado.

Mulher acanhada,
Não me insulta,
Nem sorri,
Esconde no rosto rubro
Toda vergonha de mim.

Mulher acanhada,
Teima em não querer o amor
Que faz morada em meu olhar,
Pois, as meninas dos meus olhos
Enfeitam-se quando lhe vejo passar.

Mulher acanhada,
De timidez complexada,
Deixe-me habitar o seu mundo
A encorajar-lhe em seus medos,
Fazendo-lhe ser amada.

Refazendo

Eu quero,
Você também.
Então,
Por quê esta cara feia?
Emburrada, faz biquinho, diz "não".

Oi, pare com isso vá!
Não ofusque as chamas desse tesão.
Por favor! Assim podemos frustrar possibilidades
E despertar a separação.

Mesmo fazendo charme, venha.
Chegue mais perto,
Olhe, uma estrela cadente!
Faça um pedido...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Êxtase

Silhuetas
Em paredes caiadas.

Brincadeira de laço
Que traço,
Que faço.

Nos buscamos...

É um amor sem compasso
Enchendo todo espaço.

Murmúrios de carícias.

Chega o cansaço,
Adormecemos em abraços.

Façanhas da Paixão

Faço-me cleptomaníaco
Ao roubar as estrelas.
Agarro-me a calda de um cometa
E vou a saturno buscar um anel para lhe dar.

Sou cria do Big Bem,
Sou descendente de Adão.

Por você,
Afano todas as galáxias.

Por você,
Castro-me do senso de lógica,
Submeto-me ao jugo da incoerência.
Sou "Deus".

Ciumeira

Incrusta-se
Em sentimentos fel.

Estrepes,
Ásperos,
Pontiagudos.
Furam os meus dedos
Ao rejeitar o agrado meu.

Flores bem vestidas,
Metidas em cores diversas
Jogam entre si orvalho perfumado.
Psiu! Vem brincar, vem!

Botões eretos,
Abra pra mim suas pétalas cor rosada.
Esta noite velaremos o nosso sono
E amanhã a manhã será de sol.

Cotidiano

Eu passo,
Tu passas.

Tu vens,
Eu vou.

Eu venho,
Tu vais.

Indiferentes
Trocamos as nossas fragrâncias...

Cidadão de Aluguel

Despoje da minha nudez
Todo prazer que procura.
Use-me,
Não me poupe;
Extravase os seus desejos.

Mate a sua fome,
Sacie esta cede.
Caso queira algo mais,
Abuse;
Destile a última gota.

Sou um agente de produção,
Sou mercadoria de uma breve transação.
Ouse,
Encontre em meus meios
A justificativa para os seus fins.

Travessia

Essa dor que passou,
Passagem via coração.

Na partida,
Acenou com tanta intimidade,
A insinuar-se, que a sua ausência
Deixaria-me com saudade.

Essa dor que passou,
Fez moradia temporária em mim.

Quem me dera fosse dor fingida,
Pois, aqui dentro essa dor doeu dolorida
Ao fazer travessia em meu peito.

Cena de Bar

Você chegou,
Dizendo querer ficar.
Bebericou em meu copo,
Exalou o seu perfume,
Acariciou a minha sexualidade
E desnudou segundas intenções.
Tomou mais um gole,
Um discreto piscar de olho
E...

- Garçom, mais um chope, por favor!

Encontro

Todo sorrateiro
E meio ligeiro.
Todo colorido
E meio bandido.
Todo inocente
E meio indecente.
Envolveu-me por inteiro
Em todas as proporções,
Deixando-me no mundo da lua,
O corpo exposto,
A alma nua.
Arrancou-me cadenciados gemidos
Vociferendo ousadas carícias aos meus ouvidos.
Libertou-me às amarras das ilusões,
Infligiu leis no tempo
Invalidadando caducas paixões.
Amamos.

Gestação

Guio-me em suas direções,
Esquivam-se, acenam e fogem.
Sentido em vão,
Não acolhem os meus motivos;
Enganado me desativo.
Querendo eu quero me viver,
Poder certas leis,
Criar o meu próprio útero,
Selecionar os meus gens
E fazer a minha vez.
Primíparo, eu quero nascer de mim,
Sem data,
Sem cor,
Sem sobrenome,
Sem pátria,
Sem bisturi.
Eu quero escancarar as minhas veias
E sentir o gozo do circular do oxigênio,
Provar o sabor do que foi me negado
E encontrar assim, a rezão de ser.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Transfusão Social

Mulher no homem,
Empregado no patrão,
Ladrão no policial,
Preto no branco,
Prostituta na madama,
Ignorante no intelectual,
Homossexual no machão,
Protestante no católico,
Raquítico no alterofilista,
Paciente no médico,
Povo no governo,
Sangue no sangue.
Sangue do mesmo sangue.
Do meu sangue,
Do teu sangue,
Do Seu sangue.

- Eu não entendo o porquê de tanto preconceito!
Se o final de todos é único no único...
Pó.

Congênita

À noite
É de lua cheia.
Criatura onírica,
Cidadão do agora,
Apóstata do mundo;
Mundo brinquedo,
Mundo cristal.
Somos partículas
De perversidade congênita,
E de ti não temos piedade.
És lúcido,
Quando indiferente aos padrões
Que concebemos normais.
Nos taxamos de equilibrados,
E tantas vezes nos flagamos neuróticos
Vagando pela razão deste mundo insano.
Malucos, pervertidos, esquisofrênicos...
Todos andando por aí vestindo as nossas camisas-de-força,
Exilando em suas vidas as desculpas dos doentes
Que não admitimos ser.

O Prometido

Ensinaram-me
Que Você morava no céu.
Idiota!
Eu cansei de ficar com a cara pra cima.
Procurei até na boca da onça.
Induziram-me
A buscá-Lo em templos Protestantes,
Esperei, esperei...
Neles eu só encontrei a Sua cruz servindo de cabide
Para cetros, cartolas e casacos de vison.

-Você anda sumido hém!

Escola de Babel

Em costas caladas
São os deveres entalhados
E os direitos riscados a giz.
Em rostos cansados
Desenham o desânimo,
Nos ombros capengas
Pesa o tradicional quadro negro sem verniz.
A todos os instantes
Ouvimos o silêncio gritante
Que faz da Educação e Cultura
Manipuladoras mordaças a emudecer o país.
Eles, os pedagogos do legislativo,
Ao repartir o bolo, tiram para si as fatias confeitadas
E a para nós ínfimos pedaços sem glacê.
Copiam em nossas vidas
A implacável ignorância matriz.

Nossas Cores

O cotidiano de Escândalos são outdoors a todos os olhares;
Um michelangelo retratando uma sociedade em caos.
A parcela maior, inssistenta na esperança de um país melhor,
Obstiná-se a uma condição-sobrevivência,
A qual, os opulentos pisam nas cabeças dos menos favorecidos
Sem o menor senso de coleguismo de raça.
Os que sobrevivem a esses massacres, quando se fazem noturnos,
Adormecem sobre as notícias do Jornal do Brasil, A Tarde, O Globo, Folha de São Paulo...
Contribuições tênues para justificar as constantes frustrações
E no dia seguinte elevar o Ibope com repetidas manchetes.
Uma minoria, a outra extremidade social,
Compra cães inteligentes e homens adestrados,
Modernos dispositivos de segurança,
Muram e gradeiam suas mansões enjaulando os indefesos do lado de fora.
Os vilões das mudanças não estão no Planalto,
Mas sim, em nossa "discreta indiferença" diante de uma realidade
Pintada com cores Verde, Amarela, Azul e Branca,
Realçando "ORDEM E PROGRESSO".

Ideologia

Ritmo acelerado,
Início do fim,
Término do que não começou.
Dedo no botão,
Botão no dedo.
Criador e o avanço tecnológico,
A mecânica e o orgânico.
Indicador no vermelho,
Vermelho sob a suposta pressão do indicador...
Cenas pirotécnicas,
Para nos impressionar.
Fogo riscando o céu,
Querem nos intimidar.
Provocam hemorragias,
Imbecis!
Mutilam crianças...
Otários!
Ainda tiram sarro da nossa cara,
Dando de agrado
Próteses para os membros mutilados,
A exibir tecnologia de ponta do primeiro mundo.

Efeito Bumerangue

Grito na noite,
Eu sozinho em escuridão.
Grito de longe,
Grito de perto;
Não escutam.
Fingem-se
Distraídos,
Indiferentes,
Preguiçosos,
Surdos.
Não sei!
Recolho o meu grito retornado,
Cabisbaixo, decepcionado, desencontrado, silêncioso...

- Como podemos erguer a nossa voz
confiantes na justiça em nosso país,
se ninguém nos ouve?!

Estado de Sítio

Somos animais e nos inventam
Racionais,
Civilização,
Sociais,
Humanidade.

Não podemos dizer isso,
Nem devemos ouvir aquilo.
Com leis e astúcias
Manejam o povo em cabresto.

Temos que manter as nossas vontades
Retidas em conta-gotas.

Temos que andar sempre na linha
dos trens da alegria que nos atropelam,
Dos remendos rasgados que nos costuram,
Dos anzóis enferrujados que nos iscam
E dos documentos com traças que nos coagem a assinar.

Somos meros animais, objetos, humanos,
Cíclicos, nascendo-parindo-morrendo,
Fiéis semeadores da espécie.

Vidas Pontuadas

Parar
Ou Continuar

Eu não sei

Se esses planos
Friamente programados
Estão lapidando os nossos direitos
Ou
Simplesmente embrutecendo
A nossa realidade

Se pararmos
Adotaremos reticências

Se continuarmos
Encontraremos interrogações

Na incerteza
Ficamos entre aspas
Surpreendidos e bestificados
Com as exclamações

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Manifesto

Tropeçamos,
Tentamos disfarçar,
Mas é impossível evitar.
Cópias em séries agonizantes,
Impotências pálidas e discriminadas.
Vemos
As cicatrizes da desgraça
Marcadas a ferro em brasa,
Nas caras sujas esqueléticas e sem graça.
Ouvimos
Em seus gemidos oprimidos
Os sussurros da miséria
A enamorar o relismo.
Tocamos
Em seus punhos argolados
E testemunhamos o veredicto do separativismo.
Grito!
Desmacarem esses disfarces,
Arranquem essas alegorias burguesas
E ergamos um Estado coerente.

Denúncia

Nossa!
Está tudo cagado.
Fede aqui,
Fede acolá;
As nossas narinas, help!
Já não aguentamos de tanto cheirar.

Fede a política:
Nepotismo,
Corrupção,
Impunidade,
Cinismo.

Fede a religião:
Terrorismo,
Pedofilia,
Hipocrisia,
Fanatismo.

Fede o esporte:
Violência,
Anabolizante,
Barganha,
Mercenarismo.

Fede o povo:
Fome,
Desemprego,
Inadimplência,
Analfabetismo.

O país é uma fossa,
A nossa vida já não é nossa.
Boiamos em águas infectadas,
Somos merdas das Coisas Nossas.

Confissão

Pai,
Excomungam-me
E acusam-me de blasfêmia.

Em minhas crenças
Não admiro as imagens
Modeladas por eles.

Pai,
Queimam-me
E afogam-me
Com práticas de inquisições psicológicas.

O meu sim
Vaga na ironia de suas conveniências.
O meu não
Enfurece legiões de deturpadores.

A Omissão de Moisés

Anexo
Ao Quinto Mandamento.

O Homem
Deve ser isento
De qualquer culpa
Frente aos tribunais
Dos "irracionais".

Desde que,
Ao matar
O seu colega de raça,
A carne da vítima
Seja complemento
Do arroz com feijão.

- Matarás.

A Primogênita

Era o sexto dia...
O sol espreguiçava-se em seu aquecido leito
E matizava o prelúdio dos florais da primavera.
Deus,
Em momento de plena sabedoria
Criou a mulher.
Ele, preocupado em alimentá-la,
De sua costela
Fez o peixe.
Ele, ainda preocupado em divertí-la,
De uma espinha
Improvisou o homem.

- Eu, incondicionalmente, encantado com a perfeição da natureza
amo a mulher,
amo comer moqueca de peixe.